quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Um temporal em mim!

Incrível: de manhã atordoada com o sonho da madrugada e de noite entediada dessa vida sem riscos. Calmaria que a tinha hoje a deixa desesperada, pedindo, por favor, um algo a mais ou simplesmente que ela seja algo a menos. Que toda essa intensidade seja diminuída, que suma por instantes, pois preciso dos riscos. Preciso me sentir em uma montanha-russa, pois a roda gigante está girando devagar demais e isso está me causado náuseas. Estou me sentindo parada, confusa e fora de mim. Necessitando de risos, de cochichos, de toques e algo sem muito apego. Estou enlouquecendo vendo em outros olhos os sonhos a que tenho vivido. Meus momentos de intensidade e apego estão ficando de lado, a monotonia a qual ando luta contra a água fria que estou buscando. Estou cansada de rotinas, meia-boca, beijos ritmados e sem vida. Estou cansada de fingir ter quarenta quando vivo aos dezoito e minha pele pede perfume forte e marcante, os meus olhos pintados durante a manhã envolvem quem passa quem olha e sente ao fundo os olhares marcados em preto-fosco-paixão.Coisas de novela, coisas de alma e coração. Quero um pouco mais de emoção, subir o morro mais alto e gritar a mim, somente a mim. Estou sozinha durante o sol e sinto paz, sinto que sou feliz, porém essa felicidade busca uma contemplação. Minha felicidade sonha com sorrisos, gargalhadas e aquele tom: “não quero nada”.
Minha meiguice, meu excesso de emoção e coração estão necessitados de algo fervente, com cheiro de alecrim, gosto de Almadôvar e aquele toque de cetim. Rosas vermelhas, velas vermelhas, incensos intensos com descrição atrás assim: “atrai paixão”. Esse é o que largarei aos quatro ventos e quem quiser o mesmo, vá atrás. Eu não sou água parada, preciso renovar, seguir e chegar ao mar. Com um, dois, três ou dez olhares distantes-presentes, preciso de um pouco mais de tudo e menos apego ao que não me tira o sono. Insone, fora de mim, precisando me sentir a flor-da-pele.
Eu encontro os perfumes nas ruas por onde ando, sempre tive essa tara pelo desconhecido e por esse perfume misturado de tudo o que passa por mim. Sem cantadas baratas, sem beijinhos de nada, o que quero é algo que toque, arrepie e se perca do tempo. Quero algo que me tire os pés do chão, que me arranque os pedaços e me cause frios internos. Meus momentos de calmaria estão esgotados, sem ingressos à venda. Perdeu, achou o caminho e chegou o tsunami, quero estragos e mordiscos. Algo suave e dolorido. O que eu quero nem mesmo eu sei, só sei que o rio tem que andar e o vento o trará redemoinhos.
Enquanto isso, um sonho, um livro, o sol e os carros andando tão de pressa que nem os vejo, nem sei quem passa por mim. É assim, o vento vai e vem, as horas vão passando e vontade aumentando. Seguirei em busca da ventania.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sentir-se amado!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso? A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas, e que dá uma sacudida em você quando for preciso. Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é ver como ele(a) fica triste quando você está triste, e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; Quem não levanta a voz, mas fala; Quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: 'Eu te amo' não diz tudo!

domingo, 1 de agosto de 2010

Submissão

Você não existe. Eu não existo.
Mas estou tão poderosa em minha sede, que inventei você para matar minha sede imensa. Você esta tão forte em sua fragilidade, que inventou a mim para matar sua sede exata. Nós nos inventamos um ao outro porque somos tudo que prescisamos para continuar vivendo. E porque nos inventamos? Eu te confiro poder sobre o meu destino e você me confere poder sobre o teu detino. Você me dá seu futuro, eu te ofereço o meu passado. Então, e assim, somos presente, passado e futuro. Tempo infinito em um só, esse é o eterno.

Chegue bem perto de mim, me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto, não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada (Caio Fernando Abreu)

sábado, 31 de julho de 2010

Diálogo!

- Você some, não responde emails, não liga, não responde sms, marca encontro e não dá as caras. Depois volta e se comporta como se tivéssemos nos falado ontem.

- Eu sei, me perdoa. É que sou assim, algo me puxa para outro lado, algo acontece e eu vou, alguém me chama e eu aceito.. não é por mal não é que eu não dê importância... simplesmente acontece ...
- Mas custa avisar de alguma forma?

- Não, eu sei que não... mas eu sempre quero fazer isso de uma maneira especial, não quero so uma mensagem dizendo não vou, quero pedir desculpas, dizer porquê e nem sempre dá...

- Como assim não dá? Sempre dá...

- Como é que eu posso por exemplo, ligar e dizer que resolvi sair com aquele amigo que prometi dias antes, riscar do mapa? Como dizer que não fui pois fiquei com preguiça de me arrumar? Ou dirigir? Ou que me distrai com meu patrão e perdi a hora de voltar para casa.

- Mas essas são as suas razões para não ir, para não dar notícias?

- Eventualmente ...

- Não acredito, você tem idéia como isso soa egoísmo? Deixar alguém esperando por esses motivos? Sem se quer da uma explicação... ficou pior, porque, agora, acho que você não dá a mínima para mim...

- Isso não é verdade eu adoro você!

- Maneira interessante de gostar de alguém, esta sua!

- Nunca amamos os outros como queremos.

- ???

- Nunca é como deveria ser. Cada um ama de um jeito e nunca é do jeito que o outro entenda...

- Não distorce, estávamos falando de você sumir e não avisar..

- Mas é isto, eu sou assim, sou mais assim ainda com os mais próximos. Acho seguro furar com você.. porque sempre acho que você vai entender que isto não tem nada a ver com o que sinto por você!

- Que bom... você fura comigo, porque gosta de mim, não acredito nisso!

- Então me desculpe, mesmo sem acreditar! (estou sendo sincero com você)

- Você promete me avisar na próxima??

- Prometo tentar!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Meio Anjo-diabinho

De manhã aquele sol bate na janela e eu acordo ouvindo barulhos, ruídos, pessoas falando como doidas. Eu confusa e um tanto perdida nem sei onde estou e o que fazer depois de tudo. Escovar os dentes, vestir aquela roupa da noite passada e os tênis jogados no canto da sala e pronto, saindo para caminhar, pensar e ver aquele sol todo raiando lá fora. Dia quente, eu na rua sozinha e a cabeça voando. Estou enlouquecendo e mudando. Olhos pintados, cabelos arrumados, salto alto e aquele meu velho e lindo batom nude, saindo na rua ouvindo mil e um casos contados aos detalhes daquelas pessoas desconhecidas paradas na esquina. Tonta e linda, uma rainha meio sonsa, uma princesa meio louca e uma mulher, típica mulher em seus dias de transação, em pleno momento de fusão. Andando, feito dona moça, sapatinho lindinho em seu pé trinta e três causando dores e estresse, e por dentro aquela velha menina de sempre com seus tênis correndo na rua fugindo da sombra que a assombra. É tudo assim, os dias vão e vem, o sol vai e vem a lua e o que era ontem se torna rapidamente hoje e o antes é esquecido, trocado pelo que é agora. E eu, confundida? Meio louca e meio certa vou tentando me ajeitar e deixar pra trás o que já se foi. Assim mesmo toca a vida a menina-mulher-tonta-rainha, tudo isso em uma só como se fosse várias mulheres enlouquecendo e a beleza se desfazendo. Agindo como uma bela de repente a fera toma conta e o que ela angelical se torna um diabinho – como aquelas velhas figuras, de novela, do lado direito o anjo mostrando o bem e do esquerdo aquele diabinho sem vergonha induzindo ao avesso – ela se cala, sorri ao diabinho com cara de “to afim”, porém aquele anjinho a deixa em dúvida. O que seguir? Estou confusa. Como quem pede um algodão doce eu tomo meu mate amargo e fico pensando e cada vez mais pirando. Estou até virando gente grande! Impressionante a minha alto-confiança em viver essa vida adoidada, se fosse há algum tempo atrás certamente eu gostaria de ser abduzida ou, em nossa boa e típica língua, fugir desse tempo corrido e dessa falta de atenção aos que estão em volta. Mentiras e caras-de-pau, vejo isso à volta durante o tempo todo e essa elegante rainha raivosa e anjinha fica sem saber o que fazer. Coisas bobas, fúteis e eu no meio feito aquele jogo de criança em que sempre tem o “bobo”. Mas, continuo elegante, linda e delicada, por mais que me falte, muitas vezes, a paciência, amores e bla bla blá. Sou essa bela e fera que esconde quando precisa o seu lado mais feroz. Gata selvagem e por vezes sei ser domesticada. Rá! rs

domingo, 25 de julho de 2010

Acontece, idependente de querer ou não!

Eu estive trancado num quarto escuro por todo minha vida! A janela estava vedada...não havia luz alguma lá, por isso o espelho nada refletia! Mas a parede do quarto apodreceu e alguns tijolos cairam, então a luz pode entrar e eu pude me ver finalmente...Começo a entender o que sou, mas da medo....E agora a porta ja não está trancada...será que devo sair??
...Um tempo depois....eu respirei fundo e sai....no inicio a luz machuca os olhos....ha dor....ha revolta....e sem querer acabo ferindo quem mais me ama....pois não sou como sempre sonhou e nem como sonhei....eu sofro junto...as lágrimas aumentam minha angústia.......eu queria voltar para o quarto original...juro q queria...mas parece q cresci.....aquele quarto não pode me conter mais....
Viver...é muitas vezes estar em sofrimento....mas o fato de viver, independe da minha vontade.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Não sou pedaço, mas não me basto.

Ando sentindo umas coisas que não entendo direito. Não gosto de não entender o que sinto. Mas gosto de lidar com o que não conheço. Por isso, não tente me parar. Não me peça para não ir. Não me diga para tomar cuidado, eu não sei amar mais ou menos. Quando eu decido, eu vou. Afinal, quem pode comigo quando eu digo tudo o que sinto? Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim. Pede minha derrota, vai! tenta a sorte, pede pro seu santo, vamô vê se ele é forte! Meu coração se esgarça, me embolo em mim mesma, dou nó. E daí? A vida é minha. Amor não tem garantia mas tem devolução. Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim. Mas tem sempre o meio. O amor é isso que você está vendo: Hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será. As coisas são como são, na hora certa, e foda-se. A gente tem o que precisa, não o que quer, o importante é: não permita nunca que você se decepcione, pois só você tem o poder de fazer isso. Vence quem passa por essa vida rindo. E se o preço que se paga por ser um pouco feliz é ser um pouco idiota, dane-se.
Não nego, tenho um grande medo de ser sozinha. Não sou pedaço, mas não me basto. Ainda bem que existem amigos para amar, abraçar, sorrir, cantar e tirar fotos bonitas. Os amigos te dão colo e dias incríveis... Tenha sempre amigos e um amor por perto, estar sozinho é triste, enche o saco dos outros e deve fazer mal para a saúde."