quarta-feira, 29 de setembro de 2010

' Te amo mas não quero, nem te ouvir e nem te olhar..."

- Engraçado, eu estava olhando meus contatos do msn e as pessoas que eu mais gosto estão bloqueadas. - Irônico, não?!
- Muito... vai ver elas atrapalham minha vida...
- Ainda bem que você me odeia, aí não vai me bloquear nunca, hahaha!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Preciso de Alguém.

Meu nome é Caio F. Moro no segundo andar,mas nunca encontrei você na escada

Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.

Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da conha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. (...)

Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.


(Caio Fernando Abreu - Crônica publicada no “Estadão” Caderno 2 de 29/07/87)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ainda não é hora'

E até o amor não é mais novidade. Porque ele já bateu na sua porta com uma força tão violenta que você fica pensando o que vai ser quando ele resolver voltar. E ele sempre volta, cada vez mais forte. Volta somente para te avisar que não é essa a hora, não é esse o momento, não é esse o lugar. Grita dizendo que você está fazendo tudo errado, que ainda precisa se ralar toda, comer muito arroz com feijão e se preparar para o que está reservado pra você. E vai embora deixando um “me esquece” pregado no espelho. E você se torna uma pessoa cada vez mais apaixonada. Altas doses de filmes e livros e musicas e poesias estão te deixando meio embriagada. E na tentativa inútil de sarar a dor, fica querendo sambar, e dançar com par diferente pra variar. E finge. Tudo o que tem feito é fingir, sabe como é? A gente acaba inventando uma paixão para se distrair, para se reerguer, para esquecer o outro amor. É tudo mentira. E você devolve os presentes, devolve as cartas, devolve os discos e tanto faz. Nada satisfaz o que você precisa. Acaba se sentindo culpada por mandar o outro embora, por fazer exatamente a mesma coisa que fizeram com você dias atrás. Fica se cobrando por não ser capaz de retribuir o amor que te deram de bandeja. “Ele não merecia isso...”. Azar! Ele não merece, você não merece, ninguém aqui merece coisa alguma. O melhor é economizar alma e ir vivendo sem ter um coração batendo. Suave é viver só.

 E eu que pensei que já tinha virado pedra.

Borboletas paralíticas.

Cansei de pensar que as coisas só acontecem no seu tempo.
De onde vem a calma? O que fazer com o desejo não realizado, a palavra não dita, o abraço não dado? O que eu faço aqui, quando tudo que eu mais quero é estar lá?

"Uma borboleta bate asas no Japão e causa um tornado no Brasil.

sábado, 11 de setembro de 2010

Malafemmena


Se tiveste feito a outro
aquilo que fizeste a mim,
este homem teria te matado,
e queres saber o porquê?

Porque sobre esta terra
mulheres como você,
não devem existir para um homem
honesto como eu.

Mulher,
tu és uma mulher má,
a estes olhos fizestes chorar
lágrimas de infâmia.

Mulher,
tu és pior que uma víbora,
me intoxicaste a alma,
não posso mais viver.

Mulher,
és doce como o açúcar
porém esta face de anjo
te serve pra enganar.

Mulher,
tu és a mais bela mulher,
te quero bem e te odeio,
não posso te esquecer.

Te quero ainda bem,
ma tu não sabes porquê,
porque o único amor
tu foste para mim.

E tu por um capricho
tudo destruístes, oh bela,
mas Deus não te perdoa
aquilo que fizeste a mim.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tenta vai, Por mim

Olha para mim, me diz que tudo isso que agente tá construindo vale a pena. Que nenhum de nóis dois vai ter medo de se entregar a essa paixão. Que o frio que eu sinto na barriga não é em vão, e nem ilusão. Olha, me olha e confirma com um olhar apaixonado, grita para meu mundo que você está apaixonado. Vamos deixar o medo de se entregar de lado, vamos tentar, vamos arriscar, vamos simplesmente nos amar. Olha, eu sei que amar hoje em dia tá dificil, e eu sei que você sabe que se apaixonar tá dificil, mas vamos tentar. Não custa nada tentar, se agente quebrar a cara a vida faz o favor de consertar, mas vamos pelo menos tentar. Todos os meus ex's namorados me machucaram, mas algo me diz que você não vai me machucar, meu coração me diz que você vai me amar, que você vai me aturar, eu sei que você também quer, só ta com medo de se entregar. Talvez seja o medo de sofrer ou de me perder, mas vou te dizer uma coisa : VOCÊ NÃO VAI ME PERDER! Eu quero você, eu quero sentir aquela velha sensação de novo, de quando você chegar meu coração começar a acelerar. Tenta vai, vamos entrar juntos nessa paixão. Você vai ver, que nada vai ser em vão, e se tratando do coração... tudo vale, menos decepção!

sábado, 28 de agosto de 2010

Agostembro.

Ando retomando minhas cláusulas perdidas por falta de disposição. O verão está chegando e agosto está por fim terminando. Como se o fim do mês, fosse o recomeço de outra vida. Mas é só outro dia, como qualquer um. Agosto foi difícil pra mim e talvez um novo mês, venha repleto de coisas novas. Guardei minhas esperanças em um pote pequeno dentro da minha geladeira. Nesse calor é provável que ele derreta e eu as consuma para esse novo mês. Agosto foi repentino, e nesse tempo, descobri coisas, fiz coisas, e delas não sobraram muitas.  Eu rezei agosto inteiro, pedindo um setembro cheio de paz. Paz é a palavra perfeita pro resto da vida. Eu pedi volta, felicidade, volta, mais volta lá pro meio de agosto, mas agora, eu imploro por paz. Espero em setembro, pessoas novas, pessoas quentes igual a esse calor sabe? E que eu tenha alguma coisa boa pra mostrar por aí. Ninguém se interessa por nada parado. É por essas esperanças derretidas que a gente começa a fazer, sentir e ganhar coisas meu amigo. Vezenquando a gente dá até um sorrisinhos imaginando isso tudo acontecendo de verdade. Até te conto um segredo olha: Acho que ando até sonhando nas noites que consigo dormir algumas horas. Isso é bom não acha?

Vem logo setembro, te espero com curiosidade e ansiedade. Quase que pula de fora de mim.